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Nesta quarta-feira (3), advogados públicos federais de diversos estados do Brasil estiveram mobilizados em defesa da valorização das carreiras da Advocacia-Geral da União. Em Brasília, a concentração foi realizada na sede III da AGU e reuniu mais de 300 membros. A manifestação é reflexo da má condução por parte do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos nas tratativas dos pleitos durante a primeira reunião da Mesa Setorial de Negociação.

Em sua fala, o presidente do Forvm, Jarbas dos Reis (Anajur), cumprimentou os novos Membros da AGU e relembrou que a luta pelas prerrogativas das carreiras vem desde a Constituição de 1988, quando a Associação conseguiu incluir a previsão de criação da Advocacia-Geral da União na Carta Magna, e segue até os tempos atuais. De acordo com ele, há mais de seis anos, os advogados públicos federais não têm a recomposição inflacionária dos subsídios. “É claro que a gente tem que agradecer pela interferência do ministro da AGU, que nos proporcionou a abertura da Mesa de Negociação. Fizemos uma apresentação de uma forma muito cadenciada, muito harmoniosa, explicando todas as situações daquilo que nós estávamos almejando. Entretanto, um terceiro escalão que estava representando o MGI deu uma resposta extremamente negativa daquilo que esperávamos”, ponderou.

Jarbas dos Reis destacou ainda o equívoco da interpretação do Ministério a respeito da composição dos vencimentos da categoria. “Foi dito aqui que os honorários representam 30% dos subsídios percebidos pelos advogados públicos federais. E o que acontece com o aposentado? O aposentado só recebe 52% dos honorários. Ou seja, o subsídio hoje é indispensável para sobrevivência daquele que se aposentou e que prestou grandes e relevantes serviços à sociedade”, frisou.

Ele encerrou o discurso ressaltando a importância da união entre os movimentos associativos e sindicalistas para defender as prerrogativas da Advocacia Pública Federal. “Eu tenho certeza que unidos nós vamos chegar onde queremos, que é subsídio fazendo a similitude com as Funções Essenciais à Justiça. O nosso subsídio hoje é o mais baixo da categoria. Por isso, é importante continuarmos nessa luta”, concluiu.

Segundo o vice-presidente do Forvm, Clóvis Andrade (Anauni), o objetivo do ato foi claro: “demonstrar nossa união e cobrar avanços na mesa de negociação em curso no MGI. Estamos confiantes de que a mobilização de hoje foi essencial para fortalecer nossa posição e garantir o agendamento da próxima reunião de negociação, onde buscaremos respostas concretas para nossos pleitos. Seguimos mobilizados e firmes na luta pela valorização e remuneração justa que merecemos!”, declarou.

*Com informações e fotos: ANAJUR e ANAUNI